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sexta-feira, 29 de julho de 2016

MUDANÇAS E EXPERIÊNCIAS



Já havia percebido, mas agora tenho certeza: Estão ocorrendo mudanças, significativas, na vinificação dos brancos da Côte D'Or.

Há algumas décadas os Puligny, Chassagne, Meursault, Corton-Charlemagne Cia. precisavam de longos anos para poder exprimir toda sua grandeza.

Beber um top da Côte D'Or, com menos de 8/10 anos, era considerada uma heresia e o "herege" corria riscos sérios de banimento em qualquer confraria.
 
 
 

O mesmo fenômeno já ocorrera com outros grandes vinhos.

Exemplo: O Barolo, dos anos 50/60/70/, mofava décadas nas adegas esperando um evento extraordinário (aniversário, casamento, bodas de ouro, prisão de político corrupto...) antes de ser aberto e apreciado.


 O "novo" Barolo, o Barolo de nossos dias, já está "pronto" para beber com 5/6 anos.

 Com os grandes Chardonnay franceses acontece exatamente o mesmo.

Não estou repetindo algo ouvido ou lido a esse respeito, estou relatando minhas experiências e convicções.  

Vejam as fotos e notem as safras das garrafas.
 
     

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vinhos soberbos, já prontos e perfeitos.
 
 
 
 
 
 
 





Mais uma descoberta: Todos os vinhos melhoraram depois de abertos.

Os vinhos evoluíram no primeiro dia, segundo, terceiro, quarto e somente demonstraram cansaço no quinto dia de geladeira.

Quem duvidar faça uma experiência, mas com um grande vinho.

Exemplo: O Chardonnay da Villa Francioni não melhorará depois de aberto..... O Villa Francioni já é intragável antes de abrir.
 
Bacco

 

 

 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A VOLTA II


 


Um comentário, na matéria "A Volta", proporcionou "A Volta II"
 
 
 
 

 


mais uma matéria interessante, Dionísio. você tem informações sobre o perfil desses pedidos de retomada, se predominam grandes ou pequenos produtores? fico curioso para saber se as gigantes do setor estão de olho em expansão ainda maior ou se são unidades menores, cujas terras podem ainda estar em mãos das famílias dos viticultores.

 

Não acredito que os grandes produtores tenham entrado de sola nos pedidos para concessão de replantio de vinhedos.

Minha opinião se baseia em dados que não publiquei na "A Volta I", pois acreditei que ninguém quisesse saber mais.

Havia esquecido o Eduardo.....

 O Eduardo, assíduo leitor de nossas bobagens, quer sempre saber de tudo e..... mais um pouco.
 

Então, lá vai "mais um pouco".

O total autorizado, para (re) plantio, em 2016, foi de 6.376 hectares que equivalem a 1% do total da atual área cultivada na Itália.

Respondendo diretamente ao Eduardo: 5 hectares foi a média dos pedidos de plantio, ou replantio.

Não creio que os Miolos (moles) e Assalton italianos, Antinori (25 milhões de garrafas/ano), Mezzacorona (33 milhões), GIV Gruppo Italiano Vini (110 milhões), Zonin (40 milhões) etc. pleiteiem e se preocupem com míseros 5 hectares de vinhas.
a
(algumas etiquetas da GIV)

Os pedidos vieram de todos os cantos da Itália.

O Véneto pleiteou 3.800 hectares e recebeu a autorização para o plantio de 805.

Friuli e Venezia Giulia queriam 10.870 e receberam 238.

Puglia pleiteou 4.000 e recebeu 862.

Sicília exigia 4.700 e teve 1.000
 

E por aí vai.....

O Piemonte foi nota destoante: Havia disponibilidade para 471 hectares de novos vinhedos e a demanda foi de apenas 391.

Dionísio

terça-feira, 26 de julho de 2016

A VOLTA



Na Itália, de 2000 a 2013, foram erradicados, aproximadamente, 160.000 hectares de vinhedos produtivos.

Por quê?
 
 
 

Uma das razões: Estratégia

Acreditava-se que diminuindo a área de plantio haveria menor oferta, maior procura e, consequentemente, aumento dos preços.

A estratégia deu errado: O mercado simplesmente deu uma banana ao vinho italiano e procurou abastecimento em outros países produtores.

Segundo problema: Os velhos viticultores, já sem condições físicas para trabalhar nas vinhas, deixaram a atividade para os filhos.
 

A maior parte dos jovens "herdeiros", não quis encarar a trabalhosa atividade e, simplesmente, abandonou os vinhedos.

É preciso lembrar que a média das 383.000 propriedades vinícolas italianas é de apenas 1,6 hectares.

 O reduzido tamanho das propriedades nem sempre propicia grandes lucros, mas exige muita dedicação e trabalho duro.
 

A vida moderna privilegia o consumo (carro novo, viagens, roupas de griffe, restaurantes etc.), consumo esse que, nem sempre, 1,6 hectares de vinhas podem propiciar.

A pequena viticultura familiar estava indo rapidamente para o brejo.

Nos últimos anos a decadência vinícola deu uma freada, perdeu o ímpeto e as vinhas reconquistaram corações, mentes....... e investidores.

Antes de continuar é necessário esclarecer como funciona a política vinícola italiana.

Não pense que um belo dia um Dani-Elle qualquer, ao acordar abandone a fotografia, compre um terreno e inicie o plantio de vinhas "tormentosas".
 

O Dani-Elle qualquer, para iniciar um plantio, ou aumentar uma área vinícola já existente, precisa declarar onde e quantos hectares pretende implantar.

Após analise, criteriosa, a licença é liberada, ou não.

Passada a "fúria exterminadora", das décadas passadas, os italianos estão retornando, com vontade, para vinhas e vinhos.

 
Uma verdadeira febre, de plantio de novos vinhedos, está tomando conta de toda a península.

Para que se tenha uma idéia, do grau da febre vinícola que tomou conta da Bota, confira alguns dados:

Para o ano de 2016 foi liberado, em toda a Itália, o plantio de 6.376 hectares de novos vinhedos.

 No mesmo período os pedidos de autorização, para a implantação de novas áreas, somaram 66.197 hectares.

O momento mágico vivido pelo vinho italiano (produção - exportação) é o responsável direto pela "volta às vinhas".

É precisão, porém, pesquisar melhor o fenômeno para entender o entusiasmo: Grande parte da avalanche de novos pedidos de plantio provém justamente de áreas onde as vinhas haviam sido erradicadas.
 

Será o efeito sanfona?

Dionísio

 

 

 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

VERMENTINO DI GALLURA "THILIBAS"



Resolvi ampliar o leque de indicação de vinhos.

Nas próximas matérias vou percorrer diversas regiões e comentar alguns vinhos que me impressionaram.

Abordei o Montepulciano D'Abruzzo, da homônima região, Carema, do Piemonte, Rapitalà, da Sicilia, Ribolla Gialla, do Friuli e agora vôo para a segunda maior ilha italiana: Sardenha.
 
 
 
 

Minha adega "italiana" é pequena, limitada abriga 15 ou 20 garrafas no máximo.

 Para piorar, além as limitações quantitativas, há as qualitativas. O estoque é limitado, mas repleto de grandes e caras etiquetas: Dent de Chien, Blanchot Dessus, Criots Bâtard Montrachet, Puligny Montrachet Premiere Cru, Barolo, Barbaresco, Champagne; garrafas para ocasiões e climas especiais

 

 Não estou tentando impressionar..... é a realidade.

 Não faz sentidos (o bolso não aguenta....) abrir, todos os dias, uma garrafa de 30-50 ou 100 Euros...

Num mercadinho, perto de casa, há uma razoável variedade de garrafas e é nele que normalmente me abasteço para acalmar a sede do dia-dia.

No mercado já comprei, entre outros: Barbera Bersano, Barbera Monella e Rapitalà que aqui comentei e descrevi.

À procura de "novas emoções" resolvi abandonar o bom Rapitalà e comecei a pesquisar nas prateleiras.
 

Uma garrafa, estranha e diferente, chamou minha atenção: Vermentino di Gallura 2014 "THILIBAS" produzido e engarrafado pela vinícola "Pedres".

Vamos por etapas....

O Vermentino é um vinho que se posso evitar, não penso duas vezes e evito

O Vermentino, na Itália, encontra o seu habitat predileto naquela parte da costa do Mar Tirreno que vai desde a divisa da França até a Toscana.
 

Sinto dizer que nunca consegui beber um Vermentino lígure ou toscano que me impressionasse e convencesse (difícil é saber qual o pior....), mas quando a origem do Vermentino é sarda, a conversa é outra e.... O vinho, também.

Quando o Vermentino é de Gallura a conversa fica mais séria, ainda.

A Gallura, para quem não conhece (será que os "professores da AB$ sabem do que estou falando? Duvido....), é a parte mais ao norte da Sardenha, aquela que quase parece tocar a Córsega.
 

Famosa, por sua fantástica costa, que oferece centenas de pequenas enseadas de tirar o fôlego, a Gallura abriga, em seu território, um dos mais badalados e sofisticados endereço da Itália: "Costa Smeralda".

A "Costa Smeralda", continua linda, mas perdeu muito de exclusividade e brilho dos anos 70/80.
 

Se nos anos 79/80 era frequentada pelos VIP, hoje se transformou no endereço preferido dos jogadores de futebol e suas "modelos"....
 

O interior da Gallura é coberto por bosques de carvalho (Sobreiros, em sua maioria), extensos campos verdejantes e formações rochosas impressionantes.

É, justamente, nesta região de grandes contrastes, de mar, bosques e pedras, que nasce o "Vermentino di Gallura".
 

Decidi comprar uma garrafa de "Thilibas" depois provar e me surpreender com o vinho da casa de um restaurante que frequento em Santa Margherita Ligure.

Sem muita vontade de gastar (na ocasião o Euro andava na casa dos 5 reais) resolvi beber, no jantar, o vinho que serviam em taças.
 

Sem preocupação ou esperança, quase automaticamente, bebi um pouco do branco que me fora servido.

Levei um susto.

O vinho era ótimo.

Perguntei ao garçom que vinho havia servido: "O proprietário conseguiu um bom preço no atacado e estamos abrindo garrafas de Vermentino da Sardenha".

O bom preço, o garçom confessou, era de aproximadamente 5 Euros.

Resultado: bebi três taças.

O "Thilibas" é infinitamente superior ao vinho do restaurante e custa, no supermercado, 10,60 Euros.

O Vermentino di Gallura "Thilibas" 2014, da vinícola Pedres, é uma pequena jóia enológica.
 

Apesar de sua intensa cor, amarelo dourado, o jovem "Thilibas" nada tem de maduro, cansado ou oxidado.

O "Thilibas" esbanja juventude, acidez e frescor.

Aromas intensos, florais, de ervas... difíceis de reconhecer.

É preciso um bom esforço para reconhecer perfume de ginestre e ervas aromáticas: Os aromas mudam se sobrepõem constantemente e a complexidade é impressionante.

Na boca a festa é ainda maior.
 

Opulento, aveludado, mineral com final muito longo e persistente o "Thilibas" é uma verdadeira festa para o paladar.

Não creio que o "Thilibas" possa ser encontrado no Brasil, mas é uma boa dica para os que viajam pela Bota, gostam de beber bem sem gastar os tubos.

Recomendo com entusiasmo.

Bacco.

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ISOLA BELLA


 
 
 
 
 

 
 
 


Ainda dá tempo para visitar o Lago Maggiore , a "ISOLA BELLA" e seus parques
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 19 de julho de 2016

ÚLTIMOS NÚMEROS DO VINHO



Consultado ótimo site francês, "DICO-DU- VIN le dictionnaire du vin en ligne", descobri os últimos números do vinho no mundo e os repasso, com satisfação, aos amigos de B&B

 

O TAMANHO DOS VINHEDOS NO MUNDO

 

1. Espanha (1, 021 milhões de ha) 16,6% do total

2. China (830.000 ha) 11%

3. França (786.000 ha) 10,4%

4. Itália (682.000 ha) 9,1%

5. Turquia (497.000 ha) 6,6%

6. Estados Unidos (419.00 ha) 5,6%

7. Argentina (225.000)

8. Portugal (217.000 ha)

9. Iran (213.00 ha)

10. Chile (211.00 ha)

O Brasil aparece na 18ª posição com 85.000 hectares.

Se excluirmos 75% dos vinhedos, cultivados com uvas não viníferas, sobram, aproximadamente, 22.500 ha o que nos envia para o 22º lugar, entre a Áustria e Suíça.

 

PRODUÇÃO MUNDIAL DE VINHO: 274,4 MILHÕES DE HECTOLITROS.
 

 
1. Itália 49,5 milhões de hl

2. França 47,5

3. Espanha 37,2

4. Estados Unidos 22,1

5. Argentina 13,4

6. Chile 13,4

7. Austrália 11,9

 8. China 11

9. Alemanha 8,9

10. Portugal 6,7

O Brasil aparece na 13ª posição com 2,8 milhões de hectolitros.

Se abatermos, mais uma vez, 75% das porcarias, que os gaúchos continuam nos empurrando como se fosse vinho (Sangue de Boi, Chalise, Cantina da Serra, Gões, Sinuelo etc.), caímos para 0,7 milhões de hl estaríamos muito, mas muito, atrás da Bulgária que produz 1,5 milhões de hl.

 

MAIORES CONSUMIDORES DE VINHO (milhões de garrafas ano)
 

1. Estados Unidos 413

2. França 362,6

3. Itália 308

4. Alemanha 273,3

5. China 213,3

6. Reino Unido 172

7. Argentina 137,3

8. Espanha 133,3

9. Rússia 118,6

10. Austrália 72

Com os preços praticados, pelas nossas esfoladoras (produtores e importadores) de vinho, o consumo de vinho, no Brasil, nem é considerado.

 

 FATURAMENTO (bilhões euros ano)
 
 

1. França 8,244

2. Itália 5,353

3. Espanha 2,641

4. Chile 1,650

5. Austrália 1,459

6. Estados Unidos 1,395

7. Nova Zelândia 0,953

8. Alemanha 0,953

9. Portugal 0,738

10. Argentina 0,737

O Brasil, apesar das grandes exportações da Miolo (mole?) e Assalton, não aparece nem no final do túnel.

Enquanto isso o governo continua aumentando impostos e o protecionismo.

Sabem quando, no Brasil, será possível beber bem e barato?

Eu sei!

 Quando todos blogueiros, sommerliers, críticos, revistas especializadas, (de) formadores de opinião etc. pararem de mamar nas tetas e frequentar bocas-livres dos produtores e importadores e botarem a boca no trombone.
 

Ou seja, NUNCA!!!!
 
Dionísio

 

 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

LE COLONNE


Visitar Santa Maria Maggiore, sem conhecer a cozinha simples, mas, ao mesmo tempo, refinada e elaborada do restaurante "Le Colonne", é um pecado que só pode ser comparado ao de um político envolvido na Lava Jato passar por Curitiba e não visitar o juiz Sergio Moro: Pecado penal!
 

"Le Colonne", bem ao lado da pracinha da igreja, em pleno centro, é um dos meus endereços preferidos do Piemonte.
 

Se alguém duvidar, pergunto: O que me "obriga" percorrer 160 km (ida e volta) somente para comer no "Le Colonne"?

Santa Maria Maggiore é muito bonita, a viagem agradável, mas convenhamos...... Depois da terceira ou quarta visita a aldeia já não desperta tanto interesse; Santa Maria Maggiore é santa, mas não é uma Santa Margherita Ligure......
 

Ainda bem que em Santa Margherita não existe um restaurante com o mesmo refinamento gastronômico do "Le Colonne"; se tivesse, eu criaria raízes...

O ambiente aconchegante, muito bem cuidado, mesas (8) bem distanciadas e bem postas, exatamente o que se deseja, eu, pelo menos, de um restaurante: Simples e simpático.
 
 

O chef, Gianpiero Bona, assume o restaurante em 1998 e nunca perdeu a capacidade de se reinventar: É raro não encontrar um prato simples e genial em seu cardápio que varia a cada estação aproveitando excelência das matérias primas locais.

Funghi, escargots, carne de asno (não torça o nariz antes de provar), pães incríveis (não deixe de provar os grissini de carvão vegetal) queijos de primeira e a refinada qualidade dos presuntos da Val Vigezzo.

Uma festa para os olhos e paladar!
 

Uma ótima salada verde com salmão defumado abriu o almoço.

Escolhi um antepasto "Cappuccino di Piselli e Crema di Gorgonzola" (Cappuccino de Ervilhas com creme de Gorgonzola)

Fantástico!
 

Tão fantástico que resolvi cozinhar e compartilhar o prato blog.

Após duas tentativas mal sucedidas, acertei em cheio e resolvi liberar a receita para os amigos de B&B (pratos tão simples e interessantes devem compartilhados).

O segundo prato: "Paccheri Ripieni di Melanzane con Pomodorini e Ricotta di Capra" (Paccheri Recheados com Berinjelas com Molhos de Tomate Cereja e Ricota de Cabra).

 
Prato lindo de se olhar e maravilhosa combinação de sabores.

Confesso que cozinhei, também, o macarrão do "Le Colonne" e acertei em cheio na primeira tentativa.

Os pratos realizados magistralmente por Gianpietro foram regado por um ótimo e raro Gattinara de Mauro Franchino.
 

Dedicarei, em breve, matéria sobre o Mauro Franchino e seu tremendo Gattinara: Um dos melhores que já bebi (talvez o melhor).



Três pratos, uma garrafa de água, uma de vinho (levei a metade para beber com meu amigo Pietro), café me aliviaram em 42 Euros.

Contente e feliz resolvi enfrentar a volta para Arona, descendo a "Cannobina".

A estrada é maravilhosa e termina na belíssima Cannobio (vale "muitas penas" para visitar).

 
Recomendo a Cannobbina somente para bons e sóbrios motoristas: 30 km de pura adrenalina.....

A propósito: O Gattinara do Franchino já havia "evaporado" na trigésima curva....

Bacco.

PS. Estivemos no "Da Rosario" dez dias depois de ter almoçado no "Le Colonne".

Uma berinjela à parmigiana, 1/2 porção de "stinco de cordeiro", um peixe pálido, esquálido e tão fino que parecia ter sido produzido pela "Gilette", uma garrafa de Chardonnay, horroroso, da Moldavi, duas micro-garrafas de água, dois cafés = R$ 392 (R$ 196 cada)

O que mais me "emputeceu" foram os R$ 13 cobrados por quatro fatias de pão.

O "Da Rosario" não pode ser comparado ao "Le Colonne" nem em pesadelo.