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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

OS 510 MILHÕES DO PROSECCO


 


Enquanto a Toscana chora a perda da Biondi-Santi para os franceses o Veneto e Venezia-Giulia comemoram mais um ano de estrondoso sucesso do Prosecco.

Alguns números: O Prosecco fechará o ano de 2016 com uma produção de 510 milhões de garrafas.
 
 
A DOC "Prosecco", responsável pelo vinho produzido nas províncias de Treviso, Venezia, Vicenza, Belluno, Padova (Veneto) e nas províncias de Gorizia, Pordenone, Trieste e Udine (Venezia Giulia), inundará o mercado com 420 milhões de garrafa.
 
 

A DOCG dos vinhos que nascem nas videiras de Conegliano, Valdobbiadene e Asolo, com "apenas" 90 milhões de garrafa, completará os 510 milhões da produção do espumante de maior sucesso do momento.

No universo "Prosecco" gravitam 13.500 produtores, 1.380 vinícolas e 300 engarrafadores e o volume do negócio atinge 2,5 bilhões de Euros.

O incrível sucesso do "Prosecco" confirma aquilo que sempre desconfiei e pensei: a maioria dos enófilos não entende bosta nenhuma de vinho.

O baixo preço do Prosecco, que oscila de 3 a 10 Euros, é a mais importante razão de seu sucesso, mas não a única.
 

O "boom", do vinho veneto, me faz lembrar os dias de glória do Lambrusco que os americanos, na década de 80/90, bebiam com se fosse água....

Raymond Chandler costumava dizer que os americanos comiam qualquer coisa, que coubesse entre duas fatias de pão, coberta por uma folha de alface murcha e que pingasse quando mordida.

 

Perfeito!

Eu acrescentaria:..... e bebe qualquer coisa que faça espuma e bolhas (Coca-Cola em primeiro lugar)

Não é surpresa, então, que quase 60%, das exportações do Prosecco, sejam destinados ao mercado e taças americanas.

A constante e exagerada demanda resulta na incontrolável expansão da área plantada.

 A pequena denominação, que nasceu nas colinas de Asolo, Conegliano e Valdobbiadene, se alastrou além das fronteiras do Veneto, atingiu a Venezia-Giulia e já está se programando o plantio de mais 3.000 hectares de vinhas que em breve se juntarão aos 24.000 já existentes.

Os valores dos vinhedos atingiram cifras proibitivas e irreais.

O valor médio de um hectare, cultivado com uva Glera, gira em torno de 320/380 mil Euros e alcança incrível 1,2 milhão nas colinas de "Cartizze".

 

"Cartizze", pequena colina (107 hectares), no município de Valdobbiadene, é responsável pela produção do melhor e mais badalado Prosecco.

É bom lembrar que o "Cartizze", produzido com o método "Charmat", atinge valores que oscilam de 15 a 20 Euros nas prateleiras das lojas especializadas e dos supermercados.

  Com menos de 20 Euros é possível comprar ótimas garrafas de espumante "Método Clássico" infinitamente superior.

Exemplo: O "Ferrari Brut" custa 12 Euros.

 

Não há no horizonte, por enquanto, nenhuma nuvem que indique uma tempestade no mundo do Prosecco e, em 2017, a produção certamente será ainda maior, mas a qualidade será a porcaria de sempre.

Viva o Champanhe, Franciacorta, Trento, Murganheira....

Dionísio

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PORTOFINO DESERTA



Já perdi a conta de quantas vezes percorri os 5 quilômetros que separam Santa Margherita de Portofino e de quantas fotografias bati da mais charmosa e sofisticada aldeia da Ligúria.
 

Ontem resolvi, mais uma vez, caminhar até Portofino, tomar um aperitivo, no "Bar Morena", do meu amigo Ugo e almoçar na ótima "Trattoria Concordia".
 

Ambos fechados.....

Como de costume demorei mais de duas horas para percorrer os poucos quilômetros até alcançar Portofino: é impossível percorrer mais de 200 metros sem fotografar a rara beleza do percurso.




a igreja do cemitério


porto


Portofino parecia uma cidade fantasma.


Nenhum iate ancorado, no pequeno porto, nenhum turista chinês, brasileiro, americano, alemão, francês...... Ninguém!

Por algumas horas fui, finalmente, o rei de Portofino, de sua beleza única e de seu charme incomparável.


Curtam as fotos.

Bacco

 

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A HORA E A VEZ DA BIONDI-SANTI



A Itália do vinho entrou definitivamente em liquidação e parece que até as mais renomadas etiquetas estão aguardando, ansiosamente, por compradores 

 No Piemonte, recentemente, uma das mais antigas, tradicionais e badaladas vinícolas da região, a Vietti, foi vendida para um grupo americano, dono de lojas de conveniência.
 

 Comentários indiscretos afirmam que há outras famosas vinícolas aguardando dólares.... .

Enquanto os comentários piemonteses não se concretizam, mais um duríssimo golpe se abate sobre o orgulho vinícola italiano, desta feita, na Toscana: A Biondi-Santi acaba de passar para mãos francesas. 
 

A Biondi-Santi não é uma vinícola qualquer; a Biondi-Santi é a vinícola que, pelas mãos de Clemente Santi, em 1865, "inventou" o Brunello di Montalcino.

A Biondi-Santi cede suas propriedades, "Greppo" (47 hectares) e "Pieri" (105 hectares), para o grupo francês, Christopher Descours (EPI) proprietário, entre outras, das etiquetas Piper-Heidsieck e Charles-Heidsieck.
 

Dizem as más línguas que o montante da negociação atingiu a bela soma de 200 milhões de Euros.

As boas línguas afirmam que a grana francesa alcançou os 300 milhões de Euros.

Ha anos a Biondi-Santi vivia uma briga com o semi-falido banco "Monte dei Paschi di Siena" por conta de antigos empréstimos e precisava de dinheiro vivo para se ver livre dos tentáculos (juros) da instituição.

Desde abril havia rumores que "Prada" e "LVMH" (Moet Hennessy Vuitton) estavam tentando comprar a Biondi-Santi, mas Jacopo Biondi-Santi, presidente da vinícola toscana, preferiu fechar acordo com a família Descours.
 

A folga financeira permitirá que a tradicional vinícola de Montalcino consiga crescer e aumentar sua atual produção de aproximadamente 80.000 garrafas/ano.

Espero, sinceramente, que a Biondi-Santi não se transforme, nos próximos anos, em uma nova "Banfi"......

 Aos enófilos e admiradores, das ótimas garrafas da vinícola toscana, recomendo uma corrida às antigas ampolas.
 

Bacco

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

VINHOS DE COCALZINHO II


Carta para o finado Gurgel

Caro Gurgel, se você ainda estivesse vivo teria arrependimentos, mil, por não ter descoberto, no estado de Goiás, o novo "Eldorado" vinícola do mundo ocidental.

 Com um pouco mais de visão e muita esperteza, teria mandado às favas sua fábrica de automóveis, de Rio Claro, pego seu Xavante e, com um investimento mínimo, iniciaria o plantio de videiras Barbera, Syrah, Tempranillo e Sangiovese, em Cocalzinho.

Você, Gurgel, morreu sem indústria, sem Xavante e devendo 250 milhões.

 
 Um médico goiano, mais precisamente de Piracanjuba, terra de leite, queijo e manteiga, cujas qualidades na profissão não são conhecidas ou reconhecidas, largou gargantas, ouvidos e laticínios, investiu alguma grana, na também goiana Cocalzinho, e....... Em poucos anos, atingiu a fama.

 Hoje, nosso Gaja goiano, já é a mais nova e badalada estrela do picadeiro vinícola nacional e sua meteórica ascensão, no mundo dos vinhos, supera, até, a do Dani-dos-mil-nomes-Eller.
 

O Dani-Narciso-Eller precisou de dez anos, ou mais, para despontar como "enfant terrible" das vinhas nacionais.

Nosso Gaja goiano, em apenas seis anos, já conseguiu colocar Cocalzinho no cenário vinícola mundial.
 

As surpresas vão além: As primeiras garrafas de seus "Bandeiras" e "Intrépido" custavam R$ 65 e R$ 70 respectivamente.

Hoje, as famosas etiquetas, somente podem ser adquiridas, pelos afortunados (imbecis?) apreciadores, por R$ 150 e R$170

É sempre bom lembrar que um ótimo Barbera, custa, nas lojas da Itália, 4/10 Euros (R$ 14,40/R$ 36).
 

A pergunta que não quer calar: O que faz um Barbera, nascido em Cocalzinho, custar 7 vezes mais do que um produzido em Alba ou Asti?

As terras em Alba e região custam infinitamente mais do que as de Cocalzinho

A implantação das vinhas no Piemonte é muito mais dispendiosa do que em Goiás

É impossível comparar a qualidade de qualquer Barbera D'Alba ou D'Asti com a do "Bandeiras" do otorrino goiano.

Apesar de todos os argumentos elencados, caro Gurgel, o vinho goiano é mais caro do que os melhores Barbera do planeta.

Gurgel, já imaginou se você tivesse conseguido, em 1970, vender seus carros por um preço cinco vezes maior daquele cobrado por um Mercedes?
 

Não teria conseguido, nem em sonho, até porque seus carros pareciam com aquele usado pelos Flintstones.

Mas o "Bandeiras" , assim como seus carros, "fa cagare", mas é um sucesso, sucesso alimentado e inflado por revistas, blogueiros, sommeliers etc.

 Para terminar, gostaria de revelar mais um dado para confirmar que há um enorme exército de enófilos brasileiros com claros sintomas de eno-oligofrénia: O "Bricco dell'Uccellone", o mítico e mundialmente apreciado Barbera, de Giacomo Bologna (Braida), um dos mais caros da Itália, custa 35/40 Euros (R$ 125/145).
 

O "Bricco dell'Uccellone", apesar da fama, qualidade, história, etc., frequenta raramente as taças italianas: Pouquíssimos italianos são suficientemente eno-idiotas ao ponto de gastarem 40 Euros por um Barbera quando sabem que, pelo mesmo preço, podem beber um grande Barolo ou Barbaresco.

Caro Gurgel, você não deu a mínima para o potencial vinícola das terras encantadas de Cocalzinho e não percebeu, também, quão enorme é o número de eno-imbecis sempre prontos a pagar os tubos para exibir, em suas adegas, uma garrafa de Barbera "che fa cagare" goiana.
 

Gurgel, sua pouca visão e desconhecimento do mundo dos vinhos nacionais não permitiram que você percebesse que cada real gasto, nas terras de Cocalzinho, retornaria para seus bolsos multiplicado 10-20-100-200 vezes.

Gurgel, por sua ignorância você pagou um alto preço: morreu sem indústria, sem um puto no bolso e com 250 milhões de dividas.

Enquanto isso, nosso Gaja goiano e seus vinhos, as piadas que faltavam no cômico mundo vinícola nacional, fazem história e faturam alto 
 
Caro Gurgel, descanse em paz..... se puder.

Dionísio

 

domingo, 18 de dezembro de 2016

CARRO GURGEL X VINHOS DE COCALZINHO


 


O Brasil vinícola é, definitivamente, milagroso.

Não acredita em milagres?

Sorte sua que os gloriosos anos da "Redentora", do "Brasil Ame-o ou Deixe-o", do "AI 5", são, hoje e apenas, uma antiga lembrança.
 

 De 1964 até 1985 éramos obrigados a acreditar em milagres e, pior, nos orgulharmos deles.

Havia dúzias à disposição: "Brasil potência", "Pra frente Brasil" "Ninguém segura esse Pais", "Eu te amo meu Brasil eu te amo", "Transamazônica", "Mirages", "Ponte Rio-Niterói", "Gurgel".....
 
 

Lembra do Gurgel?

O Gurgel foi o primeiro e único carro brasileiro.

Brasileiro, "ma non troppo", usava e abusava, na motorização e na mecânica, de peças VW.

O que o Gurgel tem a ver com vinhos?

Muito.

O Gurgel, sonho do engenheiro mecânico João Augusto Conrado do Amaral Gurgel (ufa), nasceu em São Paulo  em 1969 e morreu em Rio Claro em 1993.
 

O carro do Amaral Gurgel, aproveitando o ufanismo que tomou conta da população e o orgulho nacionalista dos militares de plantão, obteve algum sucesso, mas, por razoes óbvias (o carro era tosco demais), morreu e foi enterrado deixando, em sua lápide, R$ 250 milhões de dividas.

Amaral Gurgel não deveria ter enfrentado as poderosas multinacionais, deveria ter escolhido um caminho mais fácil, mais rentável e muito mais seguro: Vinho!
 

Sim, vinho!

Acompanhe meu raciocínio

No Brasil há, aproximadamente, 90 milhões de veículos rodando por suas estradas esburacadas.

 O imponente número significa que todos possuem um carro ou já andaram em um deles.

O carro não é novidade para ninguém e todos sabem que o Mercedes é melhor do que o Uno.

 

 Nenhuma revista especializada teria a coragem de afirmar que um Gol da VW é melhor do que um Aston Martin ou que um Palio da Fiat supera, em qualidade e desempenho, um M5 da BMW.
 

No mundo do vinho brasileiro, onde a zorra é total, tudo é permitido, desde a flagrante propaganda comprada, até a mentira mais deslavada.

 Qualquer revista do setor, blogueiro, sommelier, "especialista", formador de opinião, picareta etc. pode, com a maior cara de pau e impunemente, elogiar e indicar vinhos que, quase sempre, são verdadeiras e caras porcarias.

 O exemplo recente: "O espumante nacional é o segundo melhor do mundo".
 

A falsa e ridícula propaganda não provocou nenhuma estupefação nem indignação e transitou impávida pelas páginas de nossas revistas e bocas (livres?) dos formadores de opinião, blogueiros etc.

O incrível: ninguém corou de vergonha ao afirmar e repetir tamanha imbecilidade.

O mais incrível: ninguém, a não ser B&B, mandou os produtores gaúchos, promotores da lorota, à merda.

Se alguém , nos anos 1970, indicasse o Gurgel como o segundo melhor carro do mundo, o incauto seria imediatamente internado em um manicômio.
 

A o abismo, entre as revistas, "Quatro Rodas" e "Prazeres da Mesa", é enorme.

"Quatro Rodas" jamais afirmaria que o Palio é um dos melhores carros do mundo, mas " Prazeres da Mesa" não sentiu nenhum prurido moral em  considerar  o vinho " Bandeiras" , produzido em Cocalzinho (GO) , um dos melhores tintos do planeta.
 

A revista, apesar da gigantesca eno-imbecilidade, não perdeu nenhum leitor nem foi atingida em sua credibilidade.

Quando o assunto é vinho, não há censura.

 É permitido  falar, ou escrever,  as maiores cagadas sem que ninguém recrimine ninguém e todos batem palmas.

A razão?
 

Seriedade e vinhos, no Brasil, não percorrem o mesmo caminho.

Estou enchendo o seu saco?

Calma, vou encher mais ainda.

Um bando de picaretas já comparou o Pinot Noir, do um ex fotógrafo, aos os melhores da Côte D'Or.

 Desinformados ou alienados já aclamaram o Bettu como "gênio dos cachos perdidos".
 

Picaretas reverenciaram, sem nenhum pudor, os vinhos da Galvão-Miolo.

Para encerrar a lista, por enquanto, há, também, aqueles que compararam o Singular Nebbiolo, da Lidio Carraro, aos melhores Barolo e Barbaresco.
 

A lista poderia continuar, mas acabei de chegar em Cocalzinho e Cocalzinho merece uma longa parada
 
Dionísio
 
 

domingo, 11 de dezembro de 2016

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ


 


Marcelinho "pouco pão e muito vinho" Copelinho, afirma que seu fígado está pedindo penico.

Marcelinho Copelinho declara ter provado, em 2016, milhares de vinhos entre eles 800 nacionais sendo que 400 foram espumantes.

"Este foi um duro golpe para meu fiel companheiro, meu fígado. Foram milhares de vinhos de todo o mundo, provados em concursos, viagens, grandes verticais, visitas a produtores, almoços vínicos e eventos mil, formal e informalmente.

De vinhos brasileiros, estimo ter provado este ano cerca de 800 exemplares diferentes. Destes, cerca da metade, 400, eram espumantes. Destes 400, selecionei 20 dos que gostei para indicar para suas festas de fim de ano, seguindo o critério de colocar apenas 1 por vinícola"

 

Não é surpresa que seu filtro esteja na lona: Ninguém bebe 800 vinhos nacionais impunemente.

Não acredito que alguém, nem um eno-tonto, espere ansiosamente pelos palpites, de fim de ano, do "the most flatulential wine journalist”, mas está claro que o nosso "best(a) journalist" andou passando o pires por todas as vinícolas produtoras de espumantes do Brasil.
 
 

Fim de ano, festas, comemorações.....

Nada mais oportunista do que recomendar, praticamente, todas as etiquetas do mercado e faturar algum.

Picaretagem de sempre.

Notei uma ausência: Adolfo Lona

Das duas, uma: Ou nosso "the most flatulential wine journalist”
 
 considera os vinhos do Lona umas porcarias, ou o Adolfo não soltou a grana.

Pelas intervenções e opiniões do Adolfo Lona, nas redes sociais, acredito na segunda alternativa.

Espero que no próximo ano o nosso "best (a) journalist" nos recomende, também, as marcas de papel higiênico que mais combinam com os vinhos degustados.
 

Dionísio

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

QUANDO OS PREDADORES SE UNEM II




Qual a atividade mais rentável?

Uns acreditam ser a política, outros, o mercado da droga, outros mais, uma diretoria da Petrobras......




Todas as atividades elencadas são real e extraordinariamente rentáveis, mas ilegais ou, nos dias da lava jato, muito perigosas.

Sergio Cabral, José Vaccari, Antonio Palocci, José Dirceu, Renato Duque etc., que o digam.....
 
 

Eu acho que a moda e o vinho podem ser atividades tão lucrativas quanto a corrupção ou a droga, com uma vantagem: são perfeitamente legais.

 Os donos de griffes famosas, da moda e do vinho, podem rapinar sem dó, sem pena e sem remorso, todos os idiotas abonados espalhados pelo planeta.

Você não acredita?

Então, vamos lá com alguns exemplos: Confira os preços de algumas bolsas de "griffe"

A primeira, da "FENDI", custa (está sentado?) razoáveis 28 mil Euros.

 


A segunda, da "HERMÈS", (já recuperou os sentidos?) confeccionada com pele de crocodilo, custa um pouco mais.... 88 mil Euros.

 


A terceira, da "LOUIS VUITON", (o batimento cardíaco voltou ao normal?) fabricada com lixo urbano (garrafas plásticas, maço de cigarros, envelope de adoçante, caixa de remédio, band aid etc.), uma das campeãs, custa 111 mil Euros.
 
 

Caso você consiga convencer o grande amor de sua vida a postergar a compra, das três indispensáveis bolsas, poderá, com quase o mesma soma, levar para casa uma Ferrari 488 GTB (212 mil Euros).
 
 

Se as bolsas, acima apresentadas, custam cifras vergonhosas, não menos assustadores são os preços de alguns vinhos.

Romanèe Conti 13.000 Euros, Musigny da Leroy por 5.000, Montrachet da Leflaive por 5.800, Corton Charlemagne da Coche-Dury 3.000.

Simples mortais talvez fiquem paralisados de susto com os números revelados, mas quantos Malufs andam soltos, sorridentes, esvoaçantes e felizes por poder exibir suas adegas bilionárias?
 
 

Temos, então, duas atividades perfeitamente legais cuja rentabilidade deixaria o Escobar espumando de raiva por não ter escolhido uma delas ou ambas.

 Os grandes nomes da moda (Prada, Diesel, Missoni, Tod's, Cavalli, Ferragamo etc.) diversificariam, suas bilionárias atividades, escolhendo um ramo que não fosse, também, altamente rentável?

Nem pensar!

Esse pessoal não é bobo e todos já abraçaram o mundo das garrafas.

A família Ferragamo, por exemplo, vai continuar tomando dinheiro das Ancelmos da vida com sandálias de R$ 3.440,
 
 
 e com bolsas de R$ 35.000, mas quer faturar, muito e também, no mundo dos vinhos.
 
 

Os Ferragamo entraram de sola nos mundo dos vinhos e, apesar de tradição quase zero, já sinalizam que, no futuro, "inventarão" uma etiqueta de três dígitos.

Por enquanto as 6.000 garrafas (será?) de seu espumante "Bolle di Borro", produzidas nos 700 hectares da homônima propriedade toscana, custarão modestíssimos 45 Euros cada.

Vinificado com uvas Sangiovese, o rosé método clássico da Ferragamo, já abocanhou 92 pontos da Wine Enthusiast.
 
 

Com um pouco mais de e$forço, por parte dos Ferragamo, será apenas uma questão de tempo e $$$$ para o "Bolle di Borro" conseguir altas pontuações dos parkerianos, bicchieri, winespeculator etc.
 

Sem ainda ter conseguido um empurrão, por parte dos vendedores de pontos e bicchieri, o "Bolle di Borro" (45 Euros) já custa o dobro do renomado Franciacorta "Bellavista" e do muito bom "Monte Rossa".

 O ótimo "Costaripa", também da Franciacorta, custa nas enotecas 16 Euros (um terço do recém chegado, e já badalado toscano, "Bolle di Borro")
 
 

É preciso lembrar que a tradição toscana na produção de espumante é: ZERO

Os Ferragamo , assim como os parceiros Antinori , não brincam em serviço.

Ia esquecendo.....

Caso queira passar algumas noites no "Rosewood Castiglion del Bosco", um 5 estrelas dos Ferragamo, na proximidade de Montalcino, não precisará gastar muito.... Bastam insignificantes R$ 5.000 à diária 
 

Boa noite....se puder
Dionísio