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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

OS VINHOS DO BACHELET


 

 
Nesses anos, em que a crise atinge grande parte da Europa, parece um contrassenso quase implorar, reservar com muita antecedência, não discutir preço e ficar feliz, quando, finalmente, se consegue comprar algumas garrafas de vinho do Jean Claude Bachelet.

A crise que golpeou com força, restaurantes, bares, hotéis, lojas de roupas, de sapatos, supermercados, montadoras e quase todos os segmentos da economia, parece apenas arranhar o mundo dos grandes vinhos.

Não há crise que atinja bons produtores de Barolo, Barbaresco, Brunello, Champagne e de outras grandes denominações,

 Caso clássico: Os viticultores da Borgonha continuam vendendo, sem problema, seus “Premiers Crus” e “Grands Crus”.

Produtores de Barbera, Beaujolais, Bardolino, Hautes- Côte-de-Beaune, Corbière etc. precisam matar um leão por dia para escoar suas garrafas que, amontoadas e empoeiradas, esperam compradores

 O reverso da medalha: Os produtores de Montrachet, Bâtard-Montrachet, Criots-Bâtard-Montrachet, Corton- Charlemagne, Bienvenues-Bâtard-Montrachet, Chevalier-Bâtard-Montrachet, tiveram dois anos de escassa produção por problemas climáticos e, nossos amigos da Côte D’Or, sem dar muita bola para a crise e a falta de dinheiro, simplesmente, aumentaram os preços de seus vinhos em 10 ou 15%.

Não é de se estranhar, então, que precisei da ajuda de Massimo Martinelli para conseguir comprar duas garrafas de Montrachet de seu amigo Renè além de entrar na fila para poder levar para casa os extraordinários vinhos de Jean Claude Bachelet.

Os Bachelet possuem 10 hectares de vinhas e produzem 50/60 mil garrafas por anos;60% são de vinho branco e 40% de tinto.

A “sorte” dos Bachelet consiste no fato de sua Domaine se “esparramar” por extraordinários Premiers Crus e Grands Crus, nos territórios de Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet e Saint-Aubin.

Em Puligny-Montrachet, os Bachelet são proprietários de vinhas no Grand Cru Bienvenues-Bâtard-Montrachet no Premier Cru “Sous le Puits”.

 Em Chassagne-Montrachet a família possui vinhas nos Premiers Crus "Les Macherelles" "La Boudriotte" e "Blanchot Dessus”.

Saint-Aubin os Bachelet colhem uvas em seus Premiers Crus: "La Châtenière”,"Le Charmois" "En Remilly”,"Les Murgers des Dents de Chien”,” Les Frionnes”, “Les Champlots”.

A Domaine se estende por ótimos terrenos, porém os Bachelet produzem pequenas quantidades de grandes brancos (Bienvenues-Bâtard-Montrachet apenas 600/700 garrafas).

 A produção é quase toda reservada para os clientes fiéis ou exportada (Os Bachelet exportam 60% de seus vinhos)

Há mais um pormenor: Os vinhos dos Bachelet ostentam uma ótima relação custo-qualidade.

Os Grands Crus não são fáceis de encontrar e, por isso mesmo, não são baratos....
 

Quando afirmo “não são baratos” excluo da lista as deploráveis garrafas gaúchas que, pasmem, custam mais do que os insuperáveis vinhos da Côte D’Or.

Exemplo?

Aquele ridículo produtor que, apesar de sexagenário, ainda usa um risível e unto rabo de cavalo nos cabelos.

O “guru”, dos e eno-patetas-tupiniquins, aumenta o preço de suas garrafas na exata proporção em que seu estoque diminui.

Se os Bachelet usassem o mesmo ridículo expediente do Betu, uma garrafa de Chassagne-Montrachet “La Buodriotte”, no final de abril, quando o estoque está próximo do zero, custaria, não os normais 25, mas astronômicos 500 Euro.

Exemplo 2: O Villa Francioni, aquele intragável Chardonnay catarinense (tente beber na temperatura ambiente...Pior do que Coca-Cola quente) custa R$ 90, um Saint-Aubin Premier Cru Les Champlots, do Bachelet, 26,60 Euro.

 
 

Pensei em descrever os vinhos degustados do Jean Claude Bachelet, mas tive receio de me transformar em um novo Gladson e seu salame.

Motivo? Há tantos aromas, emoções (Roberto Carlos?) para descrever que um salame seria pouco......
 

Decidi, então, descrever, na próxima matéria, detalhes de vinificação e terrenos onde foram produzidos

Até breve

Bacco.

OS. Vinho tem história e não pontos.

 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CUIDADO COM O SALAME DO GLADSTON



Quando idealizamos e botamos no ar B&B, os nossos alvos favoritos eram (continuam sendo) os picaretas das taças que, apesar de limitados conhecimentos, descaradamente, pousavam como deuses dos vinhos e vinhas.

A desfaçatez atingia o ápice quando os eno-picaretas se coroavam, uns aos outros, como: “Guardiões Das Garrafas Excelsas”.

Narizes soberbos, paladares únicos, conhecimentos inimagináveis, culturas enológicas excelsas.... Os picaretas dos copos faziam a festa.

B&B, através de incontáveis matérias, tentou, e em parte conseguiu, desmascarar uma grande quantidade de falsos “expert” do vinho veiculando, no site, muitas matérias que originaram a série: “O Risível Mundo dos Vinhos”.

Há anos deixamos de escrever o “Risível” até porque cansamos de procurar eno-picaretas em blog, revistas, jornais, sites etc.

Eduardo, grande amigo de B&B, é um fantástico farejador de eno-picaretas e, quase toda semana, nos envia e-mail cujo conteúdo invariavelmente se transforma em matéria polêmica.

Eduardo deixou, para o apagar das luzes de 2013, o “Gran Finale”.

Leiam:

 


Link daquiMinha lista de blogs

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Canepa Magnificum (Magnificvm), cabernet sauvignon, 2006

 



       Canepa Magnificum (Magnificvm), cabernet sauvignon, 2006, 14,5% de álcool, Puente Alto, Chile (R$ 190,00). Puente Alto localiza-se na região metropolitana de Santiago, onde também são produzidos ícones como Almaviva e Don Melchor, premiados vinhos chilenos. Esse delicioso varietal está com a cor sanguínea viva, com pequeno halo, indicando que ainda sobreviverá alguns anos. Aroma bem chileno: amora, morango, tomate, pimentão, pimenta do reino, chocolate ao leite, defumados e frutas secas (nozes e castanhas). Encorpado, cremoso, aveludado, tem excelente envergadura tânica, leve toque herbáceo, boa estrutura e complexidade. O tipo de vinho que você bebe compulsivamente, admirando-se gole a gole, parece um bombom de morango, com doce de leite e um toque de hortelã. Isso para não falar nas referências a tomates, jabuticaba madura, presunto cru, salame, entre outras. Um caldo admirável que, servido entre amantes, vale tanto quanto um céu estrelado ou uma orquestra em surdina. Vendido pela .....

O sommerdiers escreve tantas bobagens que não encontro palavras nem para criticar.

Apenas um aviso: Amantes, que tomam o caldo sob o céu estrelado e ouvindo orquestra em surdina: Cuidado com o salame do Mamede! 

Dionísio

 

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BIENVENUES BÂTARD MONTRACHET


 


Quatro anos de insistência, muitas visitas à vinícola, inúmeras negativas, sempre acompanhadas de um malicioso sorriso, não me desanimaram: No mês passado, em minha última passagem pela Borgonha, consegui, finalmente, comprar 4 garrafas de Bienvenues-Bâtard-Montrachet do viticultor Jean Claude Bachelet.

Muitos perguntarão: “Por que tanta insistência? Não há outro produtor na região?”.

Há muitos, mas existe uma pequena história por trás de minha quase obsessão, aliás, o vinho tem histórias e não “pontos”.

Há alguns anos o proprietário de um restaurante em Chiavari, que se encontrava em sérias dificuldades, resolveu se desfazer de parte de seus vinhos de sua bem fornida adega.

Escolhi algumas, mas o proprietário do local, não satisfeito com minha tímida compra e querendo faturar um pouco mais, me ofereceu 3 de Bienvenues-Bâtard-Montrachet 2001 do Bachelet.

Elogios fartos e entusiastas ao vinho, muita insistência, bons descontos, que resultaram em preço muito convidativo.... Acabaram me convencendo, assim, as três garrafas juntaram-se às outras e voaram para o Brasil.

Um belo domingo resolvi abrir um Bienvenues-Bâtard-Montrachet do Bachelet.

Rolha perfeita, cor dourada com alguns reflexos esverdeados, aroma…. Bem, com o aroma começou a festa.

Eu nunca bebera Chardonnay melhor!

Aos poucos e quase religiosamente, sequei a garrafa.

 Impossível parar de beber!

 Olhando para a garrafa vazia e naquele momento, resolvi que deveria, urgentemente, conhecer Jean Claude Bachelet, seus vinhos e sua vinícola no pequeno distrito de Gamay na também minúscula Saint-Aubin.

A vinícola de Jean Claude Bachelet e de seus filhos, Benoit e Jean Baptiste, não é exatamente fácil de ser encontrada e, as vezes, nem o GPS ajuda.

É preciso perguntar, percorrer estradinhas que passam pelas vinhas, entrar em ruelas (muitas sem saídas), fazer manobras complicadas (se o carro for grande, então...) para encontrar (ufa....) a pequena e quase invisível placa que indica, finalmente, a vinícola e casa dos Bachelet.

Se encontrar a casa de Jean Claude já é complicado encontrar os Bachelet, em horário de trabalho, é quase impossível e não recomendável.

Os três homens estão sempre trabalhando em seus 10 hectares de vinhas e a esposa de Jean Claude não é exatamente uma referência de gentileza.

“Não temos mais vinho. Se quiser algumas garrafas para o ano que vem o senhor deve reservar agora e confirmar antes de novembro próximo”.

“Bienvenues-Bâtard Montrachet? Vendemos tudo e agora somente na próxima safra. Reservar seis garrafas? Impossível: Duas no máximo”.

A mulher é uma fera!

Não adianta insistir...

Certa vez consegui comprar seis garrafas de Chassagne-Montrachet Premier Cru “La Budriotte”, parte de um pequeno lote ainda não vendido.

 Na hora de pagar (na hora de pagar quem recebe é sempre a madame Bachelet) apontei para um pilha de garrafas empoeiradas, que repousavam em um canto da adega, e quase   sem esperança perguntei: “A senhora poderia me vender algumas daquelas garrafas mais velhas”.

A fera Bachelet me olhou espantada como se tivesse ouvido um palavrão e respondeu: “Aquelas são para o nosso consumo”.

Fulminado pelo olhar, esbocei um sorriso amarelo, paguei, entrei no carro e me mandei, rapidamente, com medo de apanhar....

Uma, duas, três, quatro, e não sei quantas mais, visitas, me ensinaram como “enfrentar” os Bachelet.

1º Nunca chegar entre 8 ou 10 horas da manhã.

2º Nunca telefonar com antecedência

3º Nunca pedir o Bienvenues-Bâtard-Montrachet, mas perguntar o que eles tem para vender e comprar (no final eles vendem o filé).

4º Chegar na vinícola após o pôr do sol ou aos domingos quando os Bachelet não estão trabalhando.

Alguém, intrigado e justamente, perguntará: “Todas estas precauções, exigências, regras para comprar o vinho deles? Vá procurar outro produtor”.

Tá bom!

Tente comprar, na mesma Saint-Aubin, uma garrafa de Bâtard-Montrachet do Marc Colin, ou, em Chassagne, uma de Dents de Chien do Thomas Morey e verá que na Côte D’Or há dois caminhos: Ou você se sujeita às condições que os viticultores impõem ou paga o dobro, pelo vinho, nas enotecas de Beaune.

Esta escolha é sua.

Na próxima semana minhas degustações e impressões sobre os vinhos de Jean Claude Bachelet.

Bacco

PS. Insisto: Vinho tem história. Quem pontua vinho escolhe o caminho mais fácil e seguro para disfarçar falta de conhecimentos mais profundos.

Uma garrafa de Bienvenues-Bâtard-Montrachet não pode ser descrita apenas e através de 90-92-89-94 pontos.

Pontos = babaquice!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

OS OVOS DO DUDU


 

Que o Dudu-das-Gorduras sempre foi um limitado chefe-blefe já era e é do conhecimentos de todos.

 As limitações gastronômicas do Dudu são evidentes quando se prova (uma única vez, duas já é masoquismo) seus untos pratos.

O que falta de conhecimentos técnicos, ao Dudu, sobra em marketing.

Não há um único mês que nosso chefe-blefe não seja lembrado pelos jornais de Brasília que invariavelmente elogiam sua cozinha gordurosa e seus patéticos restaurantes.

O Dudu deveria tentar a carreira política....Cara de pau e ousadia não lhes faltam.

Flavia Franco, do “Correio Brasiliense”, na matéria “RECHEADOS DE SURPRESAS”, assinada e veiculada em 19 de dezembro, nos proporciona uma das maiores idiotices, para não dizer picaretagens, gastronômicas do ano.

Flavia Franco, cujo conhecimento gastronômico, provavelmente, não   vai além do trivial “Bife com Fritas”, atribui ao Dudu-Gorduroso a invenção de uma massa recheada com ovo.

Picaretagem pura!

Se a Flavia tivesse a curiosidade de consultar o Google perceberia que a receita, “criada” pelo chefe-blefe da Unanimità, é um prato que faz parte da culinária piemontesa há décadas e foi (mal)copiada pelo usurpador Dudu.

B&B inseriu, há alguns anos, a receita “Raviolo com Uovo” em seu antigo site e deve ter sido copiada por inúmeros leitores.

 
receita original Cantinetta
 
Comi o “Raviolo” no ótimo “LA CANTINETTA”, do meu amigo Maurilio, em Barolo.

Não sendo o “criador” da receita mencionei a origem do prato e forneci o endereço do restaurante.

A mesma lisura e honestidade intelectual não faz parte do repertório ético de todos, especialmente dos chefes-blefes candangos.

Brasília continua sendo o Paraiso dos picaretas do fogão e de gastro-jornalistas acéfalos.

Bocca

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

THOR SEM DOR


 




















A Dinamarca exibe algumas particularidades interessantes e que causam inveja.

A Dinamarca  é um dos países  mais rico do mundo, possui, há anos, um dos melhores IDH do planeta, seus 5 milhões de habitantes, apesar da altíssima carga tributária (mais de 43% do PIB), consideram inaceitável não pagar impostos e estabeleceram, quase num consenso, que os tributos são necessários para poder viver em uma sociedade que, para um maranhense, por exemplo, é imaginável, inalcançável e utópica. 

O dinamarquês  nem considera a possibilidade da nota fiscal não ser emitida (lá ninguém pede para colocar o CPF na nota).

Poderia continuar escrevendo horas sobre a qualidade de vida e justiça social na Dinamarca , mas correria o sério risco de me sentir irremediavelmente deprimido no exato momento em que as comparações, com o nosso Brasil, fossem inevitáveis.

Mas, em compensação, o Brasil tem um arzinho único: “Respirou, sambou”.

Mesmo os dinamarqueses  mais sisudos, que por aqui aportam, ao respirar nosso ar em pouquíssimo tempo esquecem o rígido comportamento escandinavo e aderem, de corpo e bolso, ao temível “Jeitinhus Brasiliensis”.

Não acreditam?

Lembram do norueguês Aquavit?

Sim, aquele restaurante irregular que funcionou anos a fio na Península Norte?

Aquele que, apesar de totalmente fora das normas (será que emitia nota fiscal?), cobrava, por seus pratos, os olhos da cara?

Foi fechado pela administração, mas deixou saudades no pessoal abonado do “QUERO VER E SER VISTO” de nossa capital.

Para os que já estão pensando em me malhar, uma pergunta: O escandinavo teria coragem de abrir um restaurante, com as mesmas irregularidades do Aquavit, na Dinamarca?

Seis meses se passaram desde o fechamento do Aquavit, mas o prometido novo e regular endereço do restaurante permanece hibernando na mente do nosso viking.

 “Regularizar” implica em pagar impostos, taxas, contribuições, alvarás etc. etc. etc.

Nosso loiro viking respirou fundo nosso ar e foi irremediavelmente contaminado pelo temível “Jeitinhus Brasiliensis”.

Resultado?

Continuar sonegando é preciso!

Nosso Thor do cerrado, na moita, sem alardes, e sutilmente oferece, para clientes cadastrados e através de e-mail, uma cesta de Natal com produtos noruegueses, que provavelmente entraram no país sem pagar impostos, por módicos R$ 500.

Vejam.





Caros amigos,

Este ano resolvemos fazer uma “cesta” com algumas das especialidades nossas, que provavelmente um e outro devem estar sentindo falta.

Agora a cozinha está a mil por hora preparando as iguarias que podem ser servidas na ceia de natal ou numa gostosa confraternização de amigos.

Desejamos um Feliz Natal e um fantástico 2014,

Simon Lau e Luiz Otávio



Conteúdo:

230ml de Terrine de Foie Gras

2 vidros de 230ml de Compota de Maçã com baunilha do cerrado

1 Pão de Especiarias Natalinas

1 Pão Preto da Jutlândia

230ml de Confit de Pato

230ml de Geleia de Cupuaçú

170ml de Manteiga Trufada

250g de Gravad Laks

100 ml de Molho Gravad Laks

250g de Biscoitos Natalinos Dinamarqueses – Brunkager

250g de Café do Simon Lau (100% Catuaí Vermelho – Fazenda Jatobá/MG)


Preço: R$ 500,00

Encomendas: a partir de segunda-feira, dia 16/12 pelo email: reservas@restauranteaquavit.com ou das 14h00 às 19h00 pelos telefones: (61) 3369-2301 e 9167-0037.

Importante !Entrega: no SMLN, ML 12, conjunto 1, casa 5 – Lago Norte, na sexta, sábado e domingo dias 20, 21 e 22 de dezembro
, das 10h00 às 19h00.

Nosso bravo dinamarquês incorporou todo nosso “Jeitinhus Brasiliensis” e continua faturando na penumbra, na informalidade e metendo a mão

Será que paga impostos?

Dionísio

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

PASSARINHO QUE COME PEDRA....


Cristiane Passarin, presidente da SINDIVINHO-RS, em recente entrevista, revela alguma pérolas de seu pensamento.

São pérolas que nos ajudam a perceber e verificar que nossa indústria vinícola continua mentindo e enganado o consumidor deslavadamente.

Leiam.

 Blog – Muita gente reclama do preço do vinho nacional e na hora da compra acaba optando por vinhos importados. Por que os vinhos nacionais são tão caros quando com parados aos vinhos estrangeiros vendidos no país?

Passarinho que come pedra......-Existem países onde o próprio governo subsidia os produtores de uva e vinhos, pois considera esse setor muito importante para o país; no Brasil, isso não ocorre. Na verdade, não acho que é uma questão de preço, pois existem vinhos nacionais e importados dos mais diversos valores. O que ocorre é que o consumidor ainda tem um preconceito com relação ao vinho brasileiro. Existem sim, bons vinhos nacionais, de ótima qualidade e com preços menores; às vezes, a percepção de alguns consumidores é de que o vinho bom deve ser caro e isso não é verdade. Embora, já tenha se provado em concursos internacionais e degustação às cegas com experts que temos vinhos de excelente qualidade, precisamos divulgar esse fato de uma forma mais intensa. Também, existem vinhos estrangeiros que vem para o Brasil e são vendidos a preços irrisórios, todavia, sabemos que são de péssima qualidade. Algo muito importante para ressaltarmos também é que o espumante brasileiro é o melhor espumante do novo mundo

 

Perguntas de B&B

 

“Existem países onde o próprio governo subsidia os produtores de uva e vinhos, pois considera esse setor muito importante para o país; no Brasil, isso não ocorre......

Passarinho que come pedra, quais são esses países?

Na Europa há, realmente, incentivos, por parte da UE, mas para extirpação de vinhas.

 Para o ano de 2013 a comunidade europeia reservou 120 milhões de Euros para a erradicação de vinhedos considerados de baixa rentabilidade.

O ressarcimento oscila entre 7.650 e 14.670 Euro/hectare.

Tem mais: O acúmulos de imposto, na Europa, é de 52%, mas os preços dos vinhos europeus continua sendo bem mais baixo daqueles praticados pela gauchada que produzem QUASE-VINHO.

 

Passarin que come pedra, continua “......Na verdade, não acho que é uma questão de preço, pois existem vinhos nacionais e importados dos mais diversos valores. O que ocorre é que o consumidor ainda tem um preconceito com relação ao vinho brasileiro.

O consumidor não tem preconceito contra o vinho nacional, o consumidor, de hoje, já não é tão idiota como há alguns anos e sabe perfeitamente que o vinho nacional, quando nele se aplica a relação “preço/qualidade”, perde longe para os importados.

Qualquer Barbera piemontesa é infinitamente superior àquela engarrafada pelo Perini e custa menos da metade.

Qualquer Nebbiolo de Alba estraçalha aquele líquido que a Lídio Carraro insiste e chamar de “Nebbiolo” e o vende por indecentes R$ 250 (um bom Barolo custa, nas lojas 23/25 Euros)
 

Passarinho que come pedra “. ....Também, existem vinhos estrangeiros que vem para o Brasil e são vendidos a preços irrisórios, todavia, sabemos que são de péssima qualidade”

Passarin que come pedra, existe porcaria maior do que aquele quase vinho, CHAPINHA, que é produzido pela vinícola Passarin com uvas Niágara, Santa Isabel, Bordô etc.?

Você deveria ser presidente da” SINDIQUASEVINHO

Na Europa é proibido vinificar com as uvas acima mencionadas.

A razão?

 O Passarinho que come pedra, sabe, mas não divulga, que o quase vinho extraído dessas uvas produz álcool metílico que, além de toxico, pode causar sérios problemas ao nervo ótico, retina e a todo o sistema nervoso.

Esta informação você não divulga né Passarin?

Não é bom, para a indústria gaúcha, que a consumidor saiba que 75% dos quase vinhos produzidos no RS são provenientes de uvas não viníferas

 

Passarin que come pedra continua “....... Algo muito importante para ressaltarmos também é que o espumante brasileiro é o melhor espumante do novo mundo

Imagine o segundo......Ainda bem que a gauchada baixou a bola e rebaixou seus espumante também.

Há alguns anos era o segundo melhor do mundo….

Dionísio

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

MEUS PONTOS MINHA VIDA


 


Não consigo entender enófilos que, após anos e anos de experiência, centenas e centenas de garrafas degustadas, alguns, ou vários, porres tomados, ainda necessitem de meia dúzia de gurus pontuadores que os  norteiem em suas escolhas vinícolas.

Os “eno-vacas-de-presépio e buscadores dos pontos perdidos, são aqueles que fazem a alegria das grandes indústrias vinícolas que, de uma forma velada, ou não, compram classificações, pontos, “melhor vinho do ano” etc. para poder elevar vertiginosamente preços e lucros.

Conchavos, contratos de publicidades de milhões, propinas, mordomias, viagens, etc. etc. etc. fazem parte da grande farsa midiática que a cada ano se renova.

Há, pasmem, enófilo que não compra vinho antes de consultar a lista dos novos “melhores do ano”

Publicações, Wine Especulator em primeiríssimo lugar, são aguardadas ansiosamente e seguidas como bíblia pelos fieis eno-tontos de todos os cantos do planeta.

Não há discussão, não há perguntas, não há dúvidas: A Wine Speculator falou tá falado....

Será que os eno-trouxas, depois de anos e anos de enganação, ainda não perceberam que a Wine Speculator é uma revista que fatura uma grana preta explorando suas estultices?

Será que os eno-idiotas não se cansaram de encher os bolsos dos industriais do vinho pagando verdadeiras fábulas por garrafas pontuadas pelos “parkerzianos” da vida?

Falta de imaginação e de personalidade são as “minas de ouro” exploradas pelas revistas pontuadoras.

Querem saber como se faz a picaretagem mais simples?

 Eu, industrial do vinho, produzo uma Barbera cujo custo final, do líquido à etiqueta, é de 4 Euros (creiam, quatro Euros é quanto custa a melhor Barbera que se possa encontrar).

Nas primeiras safras vendo minha Barbera por 7 Euros e obtenho, assim, um belo lucro.

Resolvo “investir” em propaganda e com 50.000 Euros compro dois ou três críticos que classificam meu vinho como “Uma Estrondosa Barbera”.

Em um passe de mágica meu preço passa de 7 para 10 Euros.

É bom lembrar que minha produção é de 30.000 garrafas (há um mar de Barbera estocada no Piemonte) e com apenas 3 Euros de aumento já paguei as canetas de vida fácil e obtive um bom lucro.

No ano seguinte lanço no mercado minha “Barbera Riserva” e resolvo “inve$tir” numa grande revista, digamos, 100.000 Euros.

A revista, por esta grana, não titubeia em escrever algumas bobagens e classifica, assim, minha Barbera: Vermelho rubi impenetrável Amplo nariz com geleia de cereja, tabaco, cacau, frutos de bosque. Na boca é opulento, elegante, macio, com taninos redondos e domados. Final incrivelmente longo. O melhor Barbera que se possa produzir”.

Pronto, ganhei na loteria!

Minha Barbera, aquela que eu vendia por 10 Euros é automaticamente reajustada para 17/18 (pensem no meu lucro) e a” Riserva”, que é exatamente a mesma, apenas com mais madeira, ostenta estratosféricos 40/50 %  na minha tabela de preço

Mais uma coisa: Não há problema com a quantidade....

Se me faltar estoque ligo para a cooperativa de Vinchio e Vaglio Serra.

A cooperativa de Vinchio e Vaglio Serra produz um mar de ótima Barbera e abastece todos os grandes produtores da região.

O que é espantoso, insano e preocupante é que há um monte de trouxas, carregando revistas embaixo do braço, procurando, não o que é bom, mas o que é caro e pontuado.

Querem mais uma prova da picaretagem (já dei tantas…) praticada, por exemplo, pela Wine Speculator?

A revista americana comemora, em 2013, 25 anos de publicação de sua lista com os  "100 melhores vinhos do mundo".

Neste quarto de século a Wine Speculator premiou, em 2002, o Brunello di Montalcino da Casanova di Neri e o classificou como melhor vinho do ano.

 Permanecendo em Montalcino verifiquei que os vinhos da Banfi e da Frescobaldi apareceram na lista dos “Top 10” da Wine Speculator por 10 e 7 anos respectivamente.

É bom lembrar que a Casanova di Neri, Frescobaldi e Banfi falsificaram durantes anos e anos seus Brunello di Montalcino com uvas Merlot e Cabernet Sauvignon.

As vinícolas picaretas foram descobertas, processadas e condenadas pelo tribunal de Siena.

 Além da condenação tiveram que rebaixar seus Brunello e vende-los como “Rosso di Montalcino”.

Gostaria de conhecer os narizes e paladares dos críticos da Wine Speculator que não conseguiram detectar, anos após anos, que os Brunello  premiados “Top, Top, Top 10” eram diferentes (falsificados) daqueles verdadeiros produzidos apenas com Sangiovese.

Você ainda acredita em pontuações?

Sim?

Parabéns, você é um eno-asno!

Dionísio