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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

DEGUSTAÇÃO "HORÓSCOPO"



Quando leio as matérias em que Bacco comenta vinhos tenho a impressão de ter, desde sempre, conhecido as garrafas que ele descreve.

Histórias de viticultores, fatos engraçados, castas raras e desconhecidas, detalhes geográficos, pouca firula e muito conteúdo, enorme quantidade de informações preciosas, revelam conhecimentos que são transmitidos, com simplicidade, ao leitor.

Quando, por outro lado, acompanho as patéticas e repetitivas descrições de nossos críticos e “sommerdiers” tenho a nítida impressão que eles não conhecem nada daquilo e são apenas oportunistas e caras de pau.

Milhares de degustações, quase sempre de meia dúzia de castas (o que seria dos nossos críticos se não pudessem comentar o Cabernet Sauvignon e o Merlot...), pontos, notas, descrições falsamente técnicas, impessoais e envernizadas com uma leve camada de discutível conhecimento, são as armas de nossos “experts” para iludir um exército de incautos enófilos.

As degustações de nossos profi$$ionai$, quase sempre direcionadas e dirigidas por importadores ou produtores gaúchos, raramente são isentas,úteis e verdadeiras.

Pergunta: Para que degustações e comentários de 5, 6, 7 mil garrafas por ano?

Há tamanha memória para armazenar esta imensa quantidade de informações?

Não!

Há apenas o subterfúgio de sempre: Uma ou duas dezenas de palavras rebuscados e difíceis, definições complexas, confusas e irreais.

Estas são as armas usadas pelos “sommerdiers” para impressionar os incautos seguidores.

Uma pausa para narrar um fato ocorrido há alguns anos.

Um amigo jornalista me confessou, certa vez, que precisou substituir um colega que redigia o horóscopo num jornal de grande circulação.

Apavorado com a ideia tentou em vão fugir da tarefa.

 Declarou-se incapaz, relutou com todas suas forças, mas acabou aceitando após obter a promessa que em menos de 15 dias outro profissional assumiria a coluna.

Resultado: Meu amigo redigiu horóscopos durante dois anos.

Nos primeiros dias inventou o que pode sobre amor, dinheiro, felicidade, viagens, sucesso etc., mas seu repertório de mentirinhas estava se esgotando rapidamente.

Sem saber o que fazer pediu ajuda ao seu antecessor.

“Eu consultava o horóscopo de dois ou três anos anteriores, transformava Áries em Balança, Peixes em Câncer, Capricórnio em Sagitário, às vezes misturava tudo e depois escolhia um signo ao acaso e mandava bala.... Ninguém jamais reclamou”.

Meu amigo havia descoberto o caminho das pedras.

Aos poucos foi se aperfeiçoando de tal forma que, após alguns meses, começos a receber muitíssimas cartas de leitores elogiando o acerto de suas previsões.

Nossos críticos fazem exatamente o mesmo.

Raros são os que conhecem realmente os vinhos que julgam e recomendam e a quantidade de garrafas que declaram ter provado serve apenas para impressionar o eno-tontos de plantão.
 

Frutas vermelhas, flores brancas, compotas, framboesa, balsâmico, mirtilos (mirtilos impressionam, sempre), cassis (ninguém conhece, por isso mesmo não pode faltar) groselha, morango, pêssego, manteiga, banana, etc. já foram palavras muito usadas; eram “in”, mas agora são “out”.

Fuja!

As modernas, as que atualmente impressionam, são:

Harmônico: Vinho harmônico sempre impressiona muito. Use e abuse.

Taninos: Os taninos são imprescindíveis e devem sempre ser acompanhados por adjetivos (firmes, maduros, redondos, domados, soberbos.....).

 Mineralidade: A mineralidade é a definição mais “fashion” do momento e não pode, absolutamente, faltar em nenhuma descrição.
 

 Complexidade: Grande palavra! Complexidade é tão complexamente vaga que deixa no ar um mar de interpretações.

Veja, por exemplo, esta belíssima picaretagem descritiva reunindo todas as palavras “fashion”: “Taninos maduros, domados, redondos, soberbos acompanham uma mineralidade complexa, persistente que parece infinita. Uma rara harmonia completa este estupendo vinho......”.

Viu como é fácil?

Viu como se faz uma “DEGUSTAÇÃO HORÓSCOPO”?

Se você agregar algumas mágicas palavras já poderá se considerar um profissional “ENO-HORÓSCOPO”

Palavras mágicas: Fumê, estrebaria, orgânico, biodinâmico, chocolate, musgo, terroso, tostado, pimenta, trufa, fruto de bosque, cogumelo, acácia, levedura, empireumático (importantíssima) etc.

Conseguido organizar as palavras, acima, terá material para 200, ou mais, “DEGUSTAÇÕES HORÓSCOPO”.

Há um problema: Você não pode exagerar na dose.

 

O melhor “sommerdier” do Brasil, eleito por meia dúzia de abonados clientes do Fasano, Gero, Paris, aquele que se parece com o Tropeço da família Adams, exagerou na dose de picaretagem e caiu no ridículo quando encontrou “Aroma de peixe de rio e ouriço do mar” em uma taça de vinho.

O “sommerdier” inteligente e “horoscopeiro”, assim, escreveria: “Um vinho brilhante, harmônico, complexo cuja salinidade nos remete às praias ensolaradas do Mediterrâneo à sua flora e fauna únicas...”.

“Pegue as palavras que escrevi, coloque no liquidificador mental, bata bem e em alguns minutos você será, também, um craque em DEGUSTAÇÕES HORÓSCOPO”.

Dionísio

 

 

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

GAVI MINAIA -BERGAGLIO


 


“O GAVI DI GAVI LA SCOLCA” me causou uma grande decepção e esta decepção “contaminou”, injustamente, meu conceito sobre os vinhos “Gavi”.

Por longos anos , como disse , evitei sistematicamente a denominação, até porque muitos produtores, embalados pelo sucesso da La Scolca, a imitaram no exagero dos preços.

Um dos mais competentes sommeliers que conheço é Enrico Boitano proprietário do ótimo “Piccolo Ristorante” de Chiavari.

Boitano conhece vinhos como poucos e possui rara facilidade para descobrir bons produtores.

“Vamos até Gavi? Almoçamos por lá e depois visitamos Nicola Bergaglio e compramos algumas garrafas de seus vinhos”.
 

A cidade de Gavi não é definitivamente uma de minhas metas inesquecíveis

Sem graça, sem charme, cinzenta e triste.

 Se não fosse pelo vinho e o estupendo castelo que, ameaçador lá do alto de uma colina, domina a aldeia, Gavi não mereceria nenhuma visita.

Boitano, fã incondicional dos vinhos de Bergaglio (não confundir com o sobrenome do Papa), me convenceu e acabei concordando em acompanhá-lo na viagem.

Foi uma das mais gratas surpresas e o passeio mudou totalmente minha opinião sobre o “GAVI”.

Nicola Bergaglio alta, magro, rosto marcado pelo sol das vinhas, mãos calejadas e fortes, tímido e quase taciturno, nos recebeu em sua vinícola, pequena, mas bem equipada e sem muita delonga foi abrindo garrafas e mais garrafas.

“Quando deixei de vender grande parte de minhas uvas para a “La Scolca” e resolvi vinificar todos os meus cachos fui sempre melhorando”

Levei um susto perguntei: “Quer dizer, então, que “La Scolca” comprava uvas de terceiros?”.

“Comprava e continua comprando”, respondeu Bergaglio.

A “La Scolca”, em seu site, declara:” A qualidade tem um preço, e é um preço que se deve pagar: Para obter grandes vinhos os vinhedos devem produzir pouco, os sumos vitais de cada pé devem se concentrar em poucos cachos, se desejamos que eles tenham realmente qualidade superior”.

“La Scolca” fala em cuidadosa seleção, poucos cachos, qualidade superior e compra uva de terceiros?

A “La Scolca” usa esta cantilena apenas para justificar os elevadíssimos preços de seus vinhos.

Já vi este filme antes e... não gostei.

O grande vinho de Nicola Bergaglio é o “MINAIA”.

Ao provar a primeira garrafa de “MINAIA” 2009 todo meu preconceito e todas minhas restrições ao “GAVI”, desapareceram: Que vinho! Que belo vinho!

O “MINAIA” 2009, com sua bela cor dourada (nada daquele “amarelo-quase-branco-água” presente na maioria dos Gavi de 5ª categoria), já deixava claro que sua qualidade continuaria evoluído por muitos e muitos anos.

No nariz notas de camomila, mel, muita mineralidade.

Na boca grande estrutura, elegância e um final interminável onde, insistentemente, a amêndoa predominava.

Se o “MINAIA” 2009 já havia pulverizado o “GAVI DI GAVI LA SCOLCA” imagine, então, o que aconteceu quando Bergaglio abriu uma garrafa de 1997.

Um vinho Cortese, piemontês, com 16 anos e que custa... (depois eu digo), me tirou o fôlego .

Opulento, aroma de flores e notas balsâmicas. Na boca surpreendentemente jovem, fresco, invejável estrutura, um final longo e persistente.

Grande vinho que pulverizou o famoso e caríssimo primo da etiqueta preta.

Quando pensei que o Minaia de Nicola Bergaglio me havia dado todas as informações possíveis, sobre a potencialidade do Cortese de Gavi, semana passada, Enrico a Boitano, mais uma vez, bagunçou meu coreto.

Entrei no “Piccolo Ristorante” e a garçonete foi logo falando: “Enrico foi comprar cigarros, mas já, já estará de volta”.

Noite de clima agradável.

Sentei na varanda e perguntei se haveria alguma garrafa de vinho branco já aberta.

Sem demora a moça me serviu uma taça e foi dizendo: “Abrimos ontem. Experimente e veja se ainda é bebível”.

Sem muitas esperanças e quase automaticamente levei a taça ao nariz.

Fiquei petrificado.

“Deixe-me ver a garrafa, por favor”

A moça atendeu o meu pedido e me apresentou um Gavi “Fornaci di Tassarolo” 1995 da vinícola Michele Chiarlo.

Comentários sobre o “FORNACI DI TASSAROLO 1995” na próxima matéria.

Bacco

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

GAVI - continuação


Nos anos 70 não havia internet, o vinho ainda não possuía o glamour dos nossos dias, os críticos e formadores de opinião não eram tão importantes nem seguidos quase cegamente como modernos gurus, existiam poucas revistas especializadas, os enólogos não eram populares e endeusados como estrelas de cinema e ninguém os conhecia fora do mundo vinícola.

 Nos anos 70 ainda se bebia vinho e não etiquetas.

As garrafas italianas presentes nos quatro cantos do mundo eram: Chianti (aquelas com a palha), Valpolicella, Soave, Verdicchio e mais dois ou três.

Há quarenta anos ninguém falava em Amarone, Sassicaia, Tignanello, Masseto, Ornellaia......

Há quarenta anos o Barolo e Brunello começavam a percorrer suas vitoriosas trajetórias e, o Gavi fora finalmente “redescoberto” e apresentado como grande vinho branco piemontês.

Mario Soldati, jornalista, escritor, diretor de cinema, era um apaixonado por vinhos (seu livro “Vino al Vino foi best seller”) e, por uma feliz coincidência (será?), seu primo, Vittorio Soldati, era proprietário da “La Scolca” tradicional vinícola produtora de Cortese.

Bastou que Mario Soldati elogiasse os vinhos da “La Scolca” para acontecer uma verdadeira revolução que levaria o Gavi a conquistar o mundo.

Os que acompanham B&B , desde o inicio , sabem quanto sou cético e que minha estima por críticos e revistas especializadas é quase inexistente: Acredito na lisura e isenção de pouquíssimos “especialistas” e fujo de pontos, bicchieri, estrelas, sistematicamente.

Mas nem sempre foi assim.

A propaganda que à época recebeu o vinho “Gavi di Gavi Etichetta Nera” da La Scolca despertou minha curiosidade e..... Caí em tentação.

Um belo dia encontrei, na carta de um restaurante, um “Gavi di Gavi” La Scolca.

O preço, absurdo à época (42.000 Liras), me assustou, mas a conversa melíflua do garçom foi fundamental: “O senhor acha que não merece beber um grande vinho?”.

Olhei para o sujeito que exibia um sorriso disfarçado e percebi que eu fora fisgado: “Abra a garrafa”

Quando pago uma quantia elevada, por um produto, espero um retorno qualitativo proporcional ao preço desembolsado.

O “Gavi di Gavi” La Scolca custava, naqueles anos, quase o dobro de um bom Barolo e eu, desembolsando 42.000 Liras, imaginei que provaria um vinho excepcional.

Entrei pelo cano: O “Gavi di Gavi” La Scolca não era (e continua não sendo) um vinho fantástico nem valia a metade das 42.000 Liras pagas.

A vinícola La Scolca, com seu “Etichetta Nera”, enterrou o pouco do respeito que eu ainda nutria pelos críticos.

Mas La Scolca, apesar de tudo, foi importante para o GAVI e toda a região.

Na sua esteira muitos produtores perceberam o filão de ouro que o Cortese representava.

 Em 1974, conseguiram a DOC, capricharam no plantio, melhoraram a vinificação e o Gavi, em pouco tempo, passou a ser um dos vinhos brancos mais exportados da Itália.

Grandes empresas (Batasiolo, Chiarli, Coppo etc.) percebendo o sucesso do Gavi começaram a vinificá-lo, também.

O mercado comprador e sedento exigia mais e mais garrafas e o Gavi, vinho de fantástica potencialidade de envelhecimento, não passava nem meia hora de afinado no escurinho das adegas.

Vender, vender, faturar, faturar..... Ganância a todo vapor, mais vinhas plantadas sem critério algum, vinhos de discutível qualidade e...... Mais uma vez a crise.

No começo dos anos 2000 a “moda” do Gavi passou, o “fenômeno” da província de Alessandria conheceu a decadência retornando para as prateleiras das garrafas baratas dos supermercados onde, até hoje, continua.

Estranhamente o Gavi continua sendo muito exportado, mas na Itália, já era.

Depois da “ferrada” das 42.000 Liras jamais recuperei a confiança no Gavi e somente o bebia quando não havia outra opção.

Até que um dia....

Amanhã continuo 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O GAVI




Na matéria anterior me limitei a comentar o Cortese como casta.

Gostaria, agora, de escrever algo mais sobre o grande vinho piemontês, a DOCG “GAVI” e seus produtores.

Gavi e outras 10 cidades da região, compõem o território onde é permitida a denominação: GAVI.

Gavi, cidade localizada no sul do Piemonte, na província de Alessandria, doa, desde 1998, seu nome à prestigiosa DOCG.

O Cortese faz parte da historia deste território desde a idade média, mas somente no final do século XVII a casta “Cortese” é claramente citada e encontrada em livros.

O vinho da região nunca mereceu grandes atenções por parte dos viticultores locais que privilegiaram, sempre, a quantidade em detrimento da qualidade.

A enorme produção local era consumida, como vinho de mesa, nos bares e restaurantes da vizinha Ligúria e as grandes vinícolas (Martini & Rossi, Cinzano, Gancia) compravam boa parte do Cortese para produzir espumante e utilizá-lo como base para o Vermouth.

A CORTESE , assim como outras grandes uvas brancas italianas (Garganega, Verdicchio), estava fadado a ser vinho barato ,de “combate” e inundar as prateleiras dos supermercados.

No final dos anos 60 alguma coisa mudou: As grandes vinícolas deixaram de comprar o Cortese, pois haviam encontrado nova fonte de abastecimento, com melhores preços, no Oltrepò Pavese. 

Era a crise!
 

Algumas cabeças mais esclarecidas decidiram que algo precisava ser feito.

Perceberam os desmandos e a quase irresponsabilidade que cercava a vinificação do CORTESE e chegaram à conclusão que tudo deveria mudar.

Novos clones são selecionados e plantados nos melhores terrenos, a exposição solar é a correta, a quantidade de uva colhida diminui drasticamente, a colheita é mais cuidadosa e..... Em 1974 nasce a DOC  e em 1998 a DOCG.

Hoje o GAVI é vinificado somente com uvas Cortese provenientes de vinhas plantadas em uma área de 1.075 hectares, área esta que se espalha por 11 municípios da região.

200 são os viticultores, 64 as vinícolas engarrafadoras e 8 milhões são as garrafas anuais.

O GAVI a partir dos anos 70 conheceu, então, o sucesso, a fama mundial e fez a fortuna de inúmeros produtores.

Quem acha que somente no Brasil há predadores vinícolas está redondamente enganado: Na Itália dos vinhos, também, circulam com desenvoltura produtores iguais aos Miolos, Saltons, Carraros, Geisses, Galvões Buenos etc.

Os predadores italianos , assim como os nossos gaúchos , estão mais preocupados com lucros e contas bancárias do que seriedade e visão de longo prazo.

Quem pensou em Antinori, Banfi, Frescobaldi não deve esquecer, por exemplo, a piemontesa “La Scolca”.

Na próxima matéria: Como quase se destrói uma denominação

Bacco

 

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

OS ENO-IDIOTAS


Idiota é pouco!

Na bela matéria de Bacco leio e constato que o raríssimo Dent de Chien, produzido em um lenço de terra medindo menos de 7.000 m², cujo valor (por m²) está entre os mais caros do planeta e que 5 ou 6 viticultores dividem este minicampo de futebol para produzir algo em torno de 6.000 garrafas que são disputadas às tapas pelos enófilos, custa 50 Euro.

Bacco termina afirmando: “Você... que pagou R$ 750 por um Tannat 2002 do Bettu, não se sinta um grande idiota... Você é apenas um idiota”.

 Infelizmente devo discordar: Quem paga R$ 750 por um vinho nacional é o rei dos idiotas.

Há algo de insano nos preços dos quase-vinhos nacionais.

Há algo de surreal na crítica especializada dos quase-vinhos nacionais e, finalmente, há um torpor incompressível que atacou os poucos neurônios dos apreciadores dos quase-vinhos brasileiros.

Caríssimos, de qualidade mais que duvidosa, desconhecidos e nunca lembrados pelos apreciadores espalhados pelo mundo, os quase-vinhos do sul competem em preço, pasmem, com os consagrados e mais caros da Itália, França, Espanha, Portugal......

Leio, quase enfartando, no blog “VINHOS E MAIS VINHOS” http://www.vinhosemaisvinhos.com/2011/08/quais-sao-os-vinhos-mais-caros-do.html
que um Ice Wine, produzido em São Joaquim, custa R$ 220,00 (garrafa de 200 ml). Se a garrafa fosse de 375 ml vinho do gelo catarinense custaria nada desprezíveis R$ 412,50

E se atingisse 750 ml?

Faça a conta.

Vale ressaltar que um “CHATEAU D’ YQUEM” 1999 pode ser comprado pelos franceses por 145 Euros (R$ 478,50).


 
Château d'YQUEM 1999 
Sauternes 
1er Cru Supérieur Classé en 1855 
Couleur/Type : Blanc liquoreux 
Conditionné par caisse-bois de 24 demi-bouteilles 
Prix T.T.C. : 145.00 € /demi-bouteille


Une seule philosophie règne à Yquem, celle d'offrir sans aucune concession une qualité optimale à chaque bouteille signée.
Tous les amateurs de ce vin sans pareil, de Jefferson à Tognini, en passant par le Grand Duc Constantin, ont admiré cette exigence qui, au fil des siècles et des millésimes, a créé la légende d'Yquem.
 

Como são idiotas os franceses...... Os parvos não sabem que na serra catarinense é vinificada uma pérola da enologia: O famosíssimo e excelso “PERICÓ VINHO DO GELO”, que pode ser comprada por um preço mais acessível.

Mais espertos e preparados são os italianos que abdicam do um ícone francês, vão de Ice Wine austríaco e pagam apenas 19,73 Euros (R$ 65,11).



Tipologia: Dolci | Regione: Austria


Blaufränkisch Eiswein Icewine (vino Gelato)
Questo "Eiswein" viene raccolto quando la temperatura esterna è di -10°C. Le uve secche e congelate vengono immediatamente pressate. Per ogni amante dei vini passiti l'"Eiswein"



Prezzo: € 19,73
Vedi offerta ►

Produttore: Weingut Rosenhof | Annata: 2005 | Formato: 37,5 cl

 

A PERICÓ è rigorosíssima com a harmonização do seu “VINHO DO GELO”

Leia:

Harmonização

Queijos azuis (Roquefort e Gorgonzola), queijos de fungo branco (Brie e Camembert) e com ou após as sobremesas à base de pera/maçã e frutas secas.

É um vinho de meditação e portanto pode ser degustado e apreciado sem nenhum outro tipo de alimento
.

 

 

Não entendi e estou meditando....

O Pericó pode ou não pode ser apreciado com Gorgonzola? 
Deve ser degustado meditando e pensado na grana preta que custou?

 

A vinícola vai em frente e mente descaradamente quando revela o processo de vinificação

Veja:

 

Queijos azuis (Roquefort e Gorgonzola), queijos de fungo branco (Brie e Camembert) e com ou após as sobremesas à base de pera/maçã e frutas secas.

É um vinho de meditação e portanto pode ser degustado e apreciado sem nenhum outro tipo de alimento.

Processo

Vinho licoroso elaborado com uvas colhidas maduras e congeladas naturalmente nos vinhedos (temperatura de -7,5º C), no final do outono, cultivados em espaldeira, com uma produção de somente 0,500 kg por planta. Utilizamos caminhão refrigerado a -5º C para o transporte à vinícola e as primeiras máquinas foram refrigeradas com gelo inclusive, para evitar choque brusco.

 

O nosso vinho é caro e raro porque é vinificado somente a cada 30 ou 40 anos

Leia as notícias do clima.

·         São Joaquim (SC)
·          
·         Temperatura mínima na cidade foi de -5,5ºC nos dias 24 de julho de 2009 e 16 de junho de 2008. No ano passado, no dia 14 de julho, a mínima chegou a -5,2ºC.

 
 

  • 12 de setembro de 2013


e -5,7°C em São Joaquim, o dia mais frio do ano no Brasil até o momento. Desde de  1994, quando ocorreu o recorde de temperatura mínima de junho em São Joaquim (-7,0°C) que não se registra uma temperatura tão baixa nesse município, embora em 2008 tenha sido registrado a temperatura de -5,4°C.

Se nosso Ice wine é produzido com uvas colhidas quando a  temperatura atinge -7,5°, das duas umas: Ou ele não existe ou a vinícola é mentirosa.

 

Bacco, que está no Piemonte, enviou uma mensagem: “Mesmo em plena vindima não se encontra um produtor sequer nas Langhe. Todos voaram para a Serra Gaúcha e estão fazendo um curso na Lídio Carraro para aprender como vender o Barolo pelo preço do Singular Nebbiolo.

Os piemonteses vendem Barolo por R$ 80/90 e querem atingir, não a qualidade insuperável do Nebbiolo gaúcho, mas os estratosféricos R$ 217 que a Carraro impõe aos consumidores (idiotas?) nacionais”.

 






Tipologia: Rossi | Regione: Italia - Piemonte | Denominazione: Barolo DOCG
 

Vietti Barolo Castiglione
'Il Barolo Castiglione bilancia definitivamente la personalità … Caldo, denso e corposo il Barolo Castiglione 2007 scorre senza fatica …



Prezzo: € 29,04
Vedi offerta ►

Produttore: Vietti | Annata: 2007 | Formato: 75 cl

 

 

 






Tipologia: Rossi | Regione: Italia - Piemonte | Denominazione: Barolo DOCG
 

Massolino Barolo
Il Barolo Docg classico riveste un ruolo di grande spicco per la nostra … territorio di Serralunga d'Alba, è un barolo tradizionale …



Prezzo: € 22,50
Vedi offerta ►

Produttore: Massolino | Annata: 2008 | Formato: 75 cl

 

Será inaugurado, brevemente, na Serra Gaúcha, o monumento ao “Eno-Idiota”.

 


Você, que comprou as garrafas elencadas no “VINHOS E MAIS VINHOS” e inspirou o monumento, deve comparecer; afinal você é o homenageado.

 

Dionísio