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terça-feira, 12 de setembro de 2017

AGEUSIA



O Marcelinho Pão e Vinho Copello, mais conhecido como "The Most Flatulential Wine Expert" solta novamente seus insuportáveis eno-flatos
 
 
 

O patético crítico das periferias resolveu soltar mais esta pérola olorosa.  

"Evento exclusivo do Festival - Master Class: DESAFIO BRASIL x RESTO DO MUNDO.

Aconteceu durante do Rio Wine and Food Festival a prova às cegas, que botou à prova nossos espumantes frente a espumosos emblemáticos de todo o mundo.

Numa sala exclusiva com convidados, grandes entendedores, professores e sommeliers, foram degustados 8 rótulos.

Todos os espumantes foram servidos sem apresentação de seus rótulos e os julgadores apenas o identificavam pelo número. E um a um davam se as notas

O resultado surpreendente:

1o lugar - Cave Geisse Extra Brut 2013, Brasil
2o lugar - Viapiana 575 dias, Brasil
3o lugar - Prosecco Le Coste Lapieve, Itália
4o lugar - Cava Anna de Codorníu, Espanha
5o lugar - Champagne Taittinger Brut Reserve, França
6o lugar - Marques de Marialva Baga Blanc de Blancs, Portugal
7o lugar - Prosecco Sperone, Itália
8o lugar - Valduga 130, Brasil
.

 


Nosso Marcelinho, para ganhar alguns trocados, se submete a tudo.

Perdeu a grana da Valduga, mas botou no bolso os R$ dos chilenos.

O que dizer do resultado?

O que comentar?

Nada!

Algumas dúvidas: Os "grandes entendedores" devem ter tido um ataque de ageusia?



Perderam o olfato e paladar por causa dos flatos de nosso Marcelinho?

 Fizeram curso de sommelier na Vinhos Canção?

O que posso dizer quando dois espumantes nacionais, um Prosecco, um Cava, são considerados melhores do que um Taittinger?


 Lembram daquele personagem do Jô Soares?

Pois é...


 

"Me tira o tubo!!!!!!!"

Dionísio

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SAFRA 2017


 


Na primavera européia, mais precisamente em abril, resolvi passear, por alguns dias, pela Borgonha.

As desculpas foram as de sempre: rever amigos e conhecer novos produtores.

Desculpas esfarrapadas.....  Amigos, tão íntimos assim, não tenho nenhum e minha preguiça em procurar novos produtores é mais que notória.
 

O verdadeiro motivo: Rever e passear pelas as vinhas da Côte de Beaune, beber diversas taças dos soberbos vinhos locais e comprar algumas caixas dos melhores brancos do planeta.

Ao alcançar, Puligny Montrachet, percebi que a safra 2017 não seria das melhores.
 

Entrei em Puligny Montrachet bem depois do entardecer e tive a impressão que, por uma falha técnica, o GPS me levara até Londres.

 Uma neblina espessa cobria todo o território.

  Ao descer do carro entendi que a neblina, na verdade, era uma imensa camada de fumaça.
 

O "fumaçê" provinha dos incontáveis fogos provocados pelos viticultores que tentavam gerar calor e proteger as vinhas das geadas que prometiam castigar os vinhedos.

Chamou minha atenção um artifício: Os produtores, antes de atear fogo, molhavam com água os fardos de palha provocando muita fumaça e pouca chama.
 

A nuvem de fumaça cobria as vinhas e doava um pouco de calor às parreiras geladas evitando o congelamento dos brotos e cachos.

Quem agiu rapidamente e "defumou" as vinhas, salvou grande parte das uvas, mas quem bobeou vai engarrafar pouco ou nada.
 

Voltando da viagem, pela "polar" Borgonha, passei pelo Piemonte e encontrei situação igual ou pior: O gelo queimara muitíssimas vinhas.

Maio chegou, o frio se foi, mas deixou sequelas.
 

 Um junho, quase estivo, anunciou e deu espaço para os meses de julho e agosto secos e tórridos.

Resultado: A Itália e França terão a menor safra dos últimos 50 anos.

Na França é esperada uma quebra de 17% e na Itália de 13% nos números da safra 2016.
 

Não acreditem na conversa otimista dos produtores: "Ano excepcional! Pouca quantidade, mas ótima qualidade".

O gelo, antes, a secura e o calor africano, depois, anteciparam, em semanas, a colheita.

 Os produtores que esperaram "um pouco mais" viram as uvas "assarem" nas parreiras.
 

Informações, enaltecendo a qualidade excepcional das uvas, há inúmeras, mas uma única certeza: os preços aumentarão.

Quem tiver um bom cartão, Euros sobrando e sede insaciável deve comprar o que puder dos estoques antigos e..... Salute

Bacco

terça-feira, 29 de agosto de 2017

EU ,TAMBÉM, ERREI


 
Um amigo, cujo nome não revelo, me enviou uma mensagem provando que errei na matéria "Lucki Erra Mais Uma".

O "Ornato" é, sim, uma propriedade da Pio Cesare, mas é também um cru.

Feito o reparo peço desculpas.

 Espero (sentado?) que o Jorge Lucki faça o mesmo e declare que errou quando afirmou ".... antes dos anos 80 não existiam vinhedos individualizados".

Dionísio

 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

LUCKI ERRA MAIS UMA


 


Considero Jorge Lucki um dos mais bem preparados críticos nacionais.
 

Jorge , já afirmei e repito, comete um erro, talvez, de presunção: comenta todos os vinhos de todos os cantos do planeta.
 
 
 
 

É impossível! Ninguém consegue.

Talvez seja imposição da CBN, mas Lucki peca pela "onisciência".

Ontem Jorge comentou os vinhos da "Pio Cesare".

"Pio Cesare" é uma tradicional vinícola de Alba que produz, entre outros, Barolo e Barbaresco.

Jorge, sem o Google para ajudar, comenta o Barolo da vinícola e erra feio.

Dois erros são imperdoáveis.

Lucki afirma: ".... antes dos anos 80 não existiam vinhedos individualizados"

Errado!

Antes dos anos 80 já se engarrafavam vinho de vinhedos individualizados (crus) e as fotos abaixo confirmam minha afirmação.
 

O grande nome, responsável pela organização dos crus, das Langhe, nos anos 80, foi Renato Ratti.
 

Renato Ratti estudou e deu ordem à bagunça, mas os crus existiam.

Para que se tenha uma idéia, já no século XVIII, havia garrafas de Barolo portando, na etiqueta, a denominação "Cannubi".
 

Para quem não está familiarizado, "Cannubi" é um dos mais tradicionais crus do Barolo.

Segundo erro: "Ornato" não é um vinhedo, um cru.

 "Ornato" é uma propriedade (quinta), da Pio Cesare, localizada nas terras de Serralunga D'Alba.

Se Jorge Lucki cometesse os mesmos deslizes, na Itália, perderia o emprego no mesmo dia.
 

Jorge , quando falar de assuntos que não domina, tenha sempre o Google por perto

Dionísio